As obras do novo Hospital Regional de Crateús avançam rapidamente e representam uma das maiores intervenções de saúde pública já realizadas na região dos Inhamuns, no Ceará. A construção está sendo executada a partir da reforma e da ampliação do antigo Hospital São Lucas, com previsão de conclusão para junho de 2026. O investimento total é de R$ 41,7 milhões, valor destinado à modernização da estrutura e à ampliação da capacidade de atendimento.

Com o novo projeto, o hospital passará por uma expansão significativa, aumentando de 120 para 280 leitos. Esses leitos estarão distribuídos em especialidades essenciais, como Clínica Geral, Ortopedia, Obstetrícia, Pediatria, Cardiologia, Oncologia, Cirurgia Geral e Obstétrica. A unidade também contará com UTIs Neonatal, Pediátrica e Adulto, além de um pronto-atendimento totalmente renovado no térreo e pavimentos superiores voltados exclusivamente para UTIs e enfermarias.
A reestruturação do hospital deve beneficiar diretamente cerca de 292 mil habitantes de Crateús e municípios vizinhos — entre eles Ararendá, Novo Oriente, Nova Russas, Ipaporanga, Poranga, Tamboril, Independência e Ipueiras. A proposta central é reduzir deslocamentos longos para cidades como Fortaleza e Sobral, levando serviços de média e alta complexidade para mais perto da população.
Um dos destaques do projeto é a implantação de um serviço regional de oncologia, com previsão de realizar aproximadamente 6 mil procedimentos por ano. Para isso, o Governo do Estado já reservou R$ 24 milhões até 2026, com foco em garantir atendimento especializado aos pacientes com câncer e diminuir a necessidade de viagens cansativas e prolongadas.
O governador Elmano de Freitas destacou que a obra marca um novo capítulo para a saúde no interior do Ceará, afirmando que o hospital simboliza um “divisor de águas”, ao elevar a qualidade e a dignidade no atendimento público.
Quando inaugurado, o Hospital Regional de Crateús será uma referência para toda a região, ampliando de maneira expressiva a infraestrutura hospitalar disponível e fortalecendo a rede pública de saúde para quase 300 mil pessoas.
Fonte: www.opovo.com.br



