O colunista Igor Pires destaca que, apesar de Fortaleza ser um destino popular entre europeus e norte-americanos, o Ceará ainda fica atrás de Bahia e Pernambuco na visitação por turistas do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile).
✈️ Conectividade aérea limitada
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Fortaleza recebe apenas 12 voos mensais para a América do Sul (duas frequências semanais para Buenos Aires e uma para Santiago), enquanto Salvador e Recife operam dezenas de voos com diferentes companhias.
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Em junho, o Ceará recebeu apenas 881 turistas argentinos, metade do número em Recife e apenas um terço dos que chegaram à Bahia.
🏖️ Falta de posicionamento e reconhecimento
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Estado vizinhos têm relações históricas mais profundas com países como Argentina e Uruguai, o que favorece a escolha desses destinos pelos turistas sul-americanos.
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O Ceará ainda não é lembrado como destino relevante pelas agências e turistas do Cone Sul, diferentemente da Bahia e Pernambuco, muito tradicionais na divulgação desses mercados.
📣 Estratégia turística ainda fraca
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Embora a Secretaria de Turismo do Ceará (Setur) tenha investido em roadshows e promocional em cidades como Buenos Aires, Córdoba, Montevidéu e Assunção, os resultados ainda estão abaixo do potencial.
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Argumenta-se que o Ceará precisa intensificar ações de divulgação diretas no exterior e atrair mais companhias aéreas com incentivos adequados.
📌 Comparação com outros destinos nordestinos
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Bahia e Pernambuco oferecem maior variedade e frequência de voos, além de ocupação mais alta: média de 80% de ocupação em Recife versus 72% em Fortaleza.
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Essas regiões também têm maior visibilidade cultural e histórica entre turistas sul-americanos, contando com tradição nos mercados emissores.
🧳 Turismo segmentado e diversificação necessária
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Especialistas recomendam que o Ceará amplie sua oferta turística, incluindo ecoturismo, arte, cultura, além de praias, para competir com destinos como Caribe e Tailândia.
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A escassez de voos diretos e baixa promoção dificultam o reconhecimento do estado como destino sul-americano viável.
📌 Em síntese
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Baixa conectividade aérea com países do Cone Sul limita o fluxo de visitantes.
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Menor presença histórica e institucional nos mercados emissores sul-americanos.
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Promoção e divulgação ainda insuficientes frente a rivais regionais.
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Necessidade de diversificação do produto turístico, indo além do sol e praia.
A análise conclui que, para o Ceará mudar esse cenário, é preciso alinhar ações de infraestrutura, marketing, incentivos a companhias aéreas e posicionamento estratégico — além de valorizar eventos culturais e destinos emergentes como o ecoturismo.
A baixa atração de turistas sul-americanos para o Ceará impacta diretamente a geração de empregos, especialmente em setores que dependem fortemente do turismo, como:
🏨 1. Setor de hospedagem e hotelaria
Menos visitantes significam menor taxa de ocupação em hotéis, pousadas e resorts, o que pode levar a:
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Redução de turnos e salários;
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Demissões em períodos de baixa temporada;
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Menor investimento em novos empreendimentos e expansão de unidades.
🍽️ 2. Restaurantes, bares e serviços
A queda no fluxo turístico provoca uma redução no consumo em estabelecimentos como:
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Restaurantes, lanchonetes, cafés;
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Bares e baladas;
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Serviços de entrega e eventos gastronômicos.
Esses negócios, geralmente intensivos em mão de obra, dependem do aumento do movimento para contratar mais funcionários e crescer.
🚖 3. Transporte e mobilidade
Com poucos turistas, motoristas de aplicativos, táxis, bugueiros e guias turísticos perdem uma importante fonte de renda.
Além disso, menos voos significam menos contratações em aeroportos, empresas aéreas e serviços de logística e atendimento.
🛍️ 4. Comércio local e artesanato
Menos turistas resultam em queda nas vendas de artesanatos, souvenires, moda praia e produtos típicos, afetando diretamente comunidades que vivem dessas produções, como:
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Pequenos artesãos;
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Vendedores ambulantes;
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Lojas de rua e galerias locais.
🎭 5. Cultura e entretenimento
Sem um público diversificado, muitos eventos culturais, festivais e atrações locais têm menor retorno financeiro, o que desestimula sua realização e diminui oportunidades para artistas, produtores e técnicos.
💼 Conclusão
O turismo não é apenas lazer — é um motor econômico. Quando o Ceará não consegue se posicionar como destino internacional competitivo, perde oportunidades de:
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Atrair investimentos;
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Aumentar a arrecadação;
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Gerar empregos diretos e indiretos.
Para reverter esse cenário, o estado precisa melhorar sua conectividade aérea, ampliar campanhas no exterior e diversificar sua oferta turística, garantindo maior movimentação na economia local e mais oportunidades para a população.
Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br


