Na última quinta‑feira (30 de julho de 2025), o governo dos EUA impôs uma taxa de 50% sobre calçados e artigos de couro importados do Brasil, medida que afeta diretamente indústrias de pelo menos 14 municípios do Ceará, entre os quais Crato e Brejo Santo estão na lista dos mais impactados na região do Cariri.
📍 Municípios mais afetados
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Maracanaú, Quixeramobim e Sobral lideram o ranking, respondendo por quase 70% da receita cearense em exportações de calçados para os EUA;
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Em Cariri, os municípios de Crato e Brejo Santo também estão fortemente expostos à cobrança da tarifa.
💰 Impacto econômico imediato
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Em 2024, o Ceará enviou cerca de US$ 52,6 milhões em calçados e couro aos EUA, segundo a FIEC (Federação das Indústrias do Ceará);
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A sobretaxa encarece os produtos, reduzindo a competitividade no exterior e ameaçando contratos — sobretudo na exportação por valor, não necessariamente em volume.
👷 Consequências para empregos e empresas locais
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O setor calçadista emprega aproximadamente 69 mil trabalhadores diretamente no Ceará, representando cerca de 25% da produção brasileira do segmento;
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Sindicatos afirmam que ainda não há registro de demissões ou férias coletivas, mas acompanham de perto possíveis impactos nos próximos meses.
⚙️ Ações previstas e perspectivas futuras
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Especialistas indicam que o setor pode buscar novos mercados (como China), mas ressaltam que isso demanda tempo, infraestrutura e renegociação logística;
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Segundo análises da Unifor, a reorganização da produção e exportação será essencial para minimizar efeitos negativos da sobretaxa.
📋 Resumo em destaque
| Tema | Detalhes principais |
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| Início da tarifa | Em vigor a partir de 7 de agosto de 2025 |
| Principais municípios | Maracanaú, Sobral, Quixeramobim, Crato, Brejo Santo |
| Receitas envolvidas | US$ 52,6 milhões exportados para os EUA em 2024 |
| Emprego no setor | Cerca de 69 mil diretos no Ceará |
| Soluções possíveis | Busca por novos mercados e adaptação da cadeia produtiva |


