Na manhã desta semana, estudantes do curso de Medicina de uma instituição particular em Juazeiro do Norte (CE) se reuniram em frente à faculdade para protestar contra o aumento considerado abusivo das mensalidades. O movimento ganhou força após sucessivos reajustes que, segundo os alunos, ultrapassam os índices oficiais de inflação e comprometem o orçamento de muitas famílias.
De acordo com os manifestantes, o valor da mensalidade sofreu altas expressivas nos últimos anos. Em 2022, o curso custava cerca de R$ 10.500, e, desde então, os aumentos foram constantes: R$ 11.700 em 2023, R$ 12.600 em 2024 e, atualmente, ultrapassa R$ 14.700. Para muitos estudantes, o acréscimo não se justifica diante da estrutura e dos recursos oferecidos pela instituição.
Os universitários relatam que tentaram dialogar com a direção em busca de um acordo, solicitando explicações sobre os critérios utilizados para os reajustes. No entanto, afirmam que não houve avanço nas negociações e que a administração manteve os novos valores. O protesto teve como objetivo chamar a atenção das autoridades locais e da sociedade para o impacto financeiro que esses aumentos geram, especialmente em um curso já reconhecido pelo seu alto custo.
A instituição foi procurada para comentar o caso, mas informou não dispor de assessoria de imprensa ativa no momento. Diante disso, os estudantes prometem dar continuidade ao movimento e reivindicar mais transparência nas políticas de cobrança.
O episódio reacende o debate sobre o acesso ao ensino superior privado no Brasil, principalmente em cursos de áreas como Medicina, onde o custo elevado tem se tornado um obstáculo crescente para muitos jovens.
Fonte: www.miseria.com.br


